segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Nunca se rendam ao poder da Fofura

E aí galera, estou chegando para mais um post criativo (modéstio eu né?). Hoje é segunda-feira, início de semana e final de mês, todas as expectativas convergindo para um novo começo, me sinto ansioso e amedrontado, mas nunca desanimado!
Pessoal, daqui a 2 dias minha sobrinha completa 1 mês de vida, neste maravilhoso mundo morderno (um salve pra ela, rs) e eu vou dedicar este post a ela (sim, por que adoro comemorar niver antes da data, não perguntem por que!).Na verdade eu quero reportar a você hoje uma visão diferente (ou alternativa, como queira) acerca do comportamento da criançada. O que direi a seguir é fruto, exclusivamente, da minha percepção pessoal e portanto não iriei imprimir um parecer científico acerca do comportamento humano, tá!
Desde que minha sobrinha linda, fofa e "gorduxa" nasceu eu venho observando seu comportamento e atitudes com relação ao mundo externo; e pude perceber que crianças (em geral, acredito) nascem com todos os instintos humanos e sem pudores para controla-los.
Certa feita um professor me disse: "Saul, crianças são seres chantagistas, cruéis e perversos; mas com uma fofura irresistível". Assim como vocês eu não concordei com ele (que é pai de 2 meninas) imediatamente, mas depois fui convencido por minha consciência de que aquela afirmação tem um pouco (ou quase tudo) de verdade.
Lembrando desta sábia afirmativa de meu professor, eu percebi que minha sobrinha, apesar de pouca idade, consegue controlar a mãe (e todos os outros) perfeitamente quando o assunto é "berço". Ela detesta ficar sozinha no berço, mas aprendeu que se chorar alguém vai aparecer e carrega-la, embalando até que durma. Este comportamento é claramente um episódio de chantagem, afinal ela condicionou os demais à sua vontade, mediante à uma ameça emocional. Quem é pai, tio, tia, avó, avô, babá, irmão mais velho ou quem teve um contato próximo com bebês sabe que todos eles tem o mesmo comportamento e sempre conseguem o desejado, simplesmente, por que os adultos não resistem ao poder da fofura.
O poder da fofura nos bebês é patente e poderoso, pois quando ouvimos aquele choro alarmente que dá "pontadas no coração" ou quando vemos aquelas carinhas redondas rindo e se engraçando certamente nos rendemos à vontade dos seus respectivos autores.
Ainda meditando na afirmação do meu professor acerca dos infantes, eu também percebi (agora não mais usando minha sobrinha como exemplo) que as crianças mais crescidas se deleitam ao verem alguém em situação constragedora ou caótica, demonstrando serem um pouco cruéis. Por que será que elas sempre riem quando veem a vovó caindo no chão? Qual será o prazer que sentem ao arrebatar e quebrar o brinquedo predileto do amiguinho? Certamente você já presenciou uma situação como estas e até mesmo advertiu o "baixinho", ensinando-o um comportamento eticamente aceitável.
Há algum tempo atrás estava na casa de uma amiga que tem um filho de 3 anos e ele estava assistindo desenho animado do Pica-Pau (hora do merchan) que é e sempre foi sucesso na telinha da criançada. Eu perguntei se ele gostava de assistir o desenho e sem "desgrudar" a atenção do televisor ele disse que sim. Então decidi fazer mais uma perguntar: por que vc gosta tanto do Pica-Pau? E sabem o que ele me respondeu? "Gosto dele por que ele bate em todo mundo". Eu dei um riso de canto e logo percebi o quão perverso é aquele desenho e, justamente por isso, aclamado pelos pequenos. Pense comigo: o que leva uma coisinha fofa, linda e com rostinho angelical a se divertir com cenas de pura perversidade e pancadaria, disfarçadas por um passarinho tagarela? Mais uma vez sou obrigado a concordar com meu professor, acerca da perversidade deles (claro que não posso descartar as excessões daquelas crianças que além de fofas, são realmente angelicais... sem explicação).
Apesar de tudo, todos nós adultos adoramos os pinpolhos e não resistimos ao famigerado poder da fofura que eles tanto exercem. Eu digo que gostamos tanto por que fomos crianças e apresentamos os mesmos comportamentos, porém, como seres inteligentes, aprendemos a inibi-los. Na verdade, todas as pessoas, independente de sua faixa etária, são completamente chatagistas, cruéis e perversos (e muito mais), pois isto faz parte da essência humana.
O que a vida sempre nos ensina é que para vivermos (e conviver) em sociedade precisamos usar filtros (chamados também de "pudor") que condicionam nosso comportamento, nos tornando seres sociáveis a amigáveis. Claro que existem aqueles que tem defeitos nestes filtros e não conseguem atingir um nível mínimo de convivência. Todavia o importante (e o que mais desejo) é que a raça humana se mantenha em constante evolução, permitindo às nossas crianças desfrutarem de uma sociadade melhor e mais humana.
Galera, fico por aqui hoje, espero que tenham gostado e caso tenham algum parecer ou opinião diferente, comentem aqui!
Best regards

4 comentários:

KASSIO KIBOR disse...

oi pessoal , eu sou
kassio kibor
e gostei muito desse assunto.
isso nos leva á pensar em
o que as nossas crianças estão vendo
o que elas estão aprendendo.
eu tenho um irmão de 4 anos
e confesso que as veses
me surpreendo con certas atitudes
e certas coisas que ele fala.
e me pergunto...
-onde esse menino aprendeu isso.
nisso agente percebe a importância
da presença dos pais na criação
dos pequenos.
mas o que acontece na maioria
dos casos , é que os pais saem
pra trabalhar e deixam seus filhos
sob o cuidado da babá eletrônica.

SAUL PIRES,
PARABENS PELO SEU POST
SEU BLOG TÁ MUITO LEGAL

Saul Pires disse...

Querido Kassio, muito obrigado por deixar aqui sua impressão acerca do tema! Obrigado também pelo elogio!!

Edileusa disse...

Oi amigão, graça e paz.
Este assunto muito me interessou, amei a maneira que você relatou sobre "Nunca se rendam ao poder da fofura", rsrsrs.
Já cair em algumas fofuras, que perdir a conta.
Uma coisa eu digo tá pra nascer uma pessoa que se renda mais que Dila... rsrs
Não prometo não me reder, mas prometou tentar a não cair nessas fofuras. kkkkkkk
Tem outro jeito? kkkkkkk

Saul Pires disse...

Oieee Dila... obrigado pelos elogios!! É, realmente é uma missão difícil (ou quase impossível) não se render àquelas fofuras que só os pequenos emanam!! Mas eu tento!!! kkk

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